Aumento da participação parental no aprendizado dos filhos durante a pandemia

O envolvimento da família nos processos educativos das crianças é essencial para garantir o desenvolvimento didático e indispensável com a pandemia

Quando o assunto é educação, sabemos que os ensinamentos dos pais devem andar lado a lado com os da escola. Além da família ser a base da formação social, no desenvolvimento de valores e atributos socioemocionais, ter o apoio dos pais pode ser fundamental para o processo educativo das crianças. A importância dessa contribuição no desenvolvimento dos filhos não é exclusiva da pandemia, mas se fez ainda mais necessária com esse novo cenário. Com o isolamento social e as aulas remotas, alguns processos dependem da participação da família, e funções que antes eram desempenhadas pelos professores, passaram a ser responsabilidade dos pais.

Seja pela rotina conturbada ou pela falta de tempo, é habitual que essas funções antes fossem destinadas integralmente às escolas. E com isso, muitos pais não costumavam contribuir tanto quanto deveriam na formação acadêmica de seus filhos. Ao observar o  impacto positivo que a participação familiar tem na educação das crianças, o Colégio GGE, em Caruaru, mantem-se em busca de alternativas para estimular essa presença dos pais nas atividades escolares. A proposta é que, através do envolvimento da família nos processos educativos das crianças, seja possível que os pais façam parte, de maneira direta, do desenvolvimento didático de seus filhos e contribuam ainda mais com a sua formação pessoal.

Diana Cysneiros, mãe da estudante Maria Luiza Cysneiros, acompanha as atividades escolares da filha e contribui para que o processo de ensino aconteça de forma divertida.

“Iniciamos a adaptação das aulas remotas, buscando formas alternativas de aprendizado, trocando experiências com as crianças e avaliando os pontos de melhoria. Na nossa casa, optamos pela forma lúdica. Através de brincadeiras, como: estudar um questionário, imitando uma jornalista com perguntas e respostas; estudar ciências montando experiências; matemática pulando amarelinha com as respostas, e assim as crianças vão contribuindo e assimilando o conteúdo”, explica a mãe da aluna.

Com as crianças estudando em casa, é fundamental que os pais, além de contribuírem no desenvolvimento das atividades enviadas pelos professores, também estejam presentes para ajudar na organização de horários. Criar uma rotina de estudos é essencial para que os pequenos não tenham seu ensino prejudicado.

“Minha sugestão é deixar a aprendizagem divertida. Buscar o interesse da criança naquele conteúdo, ler para ela montando teatrinho, e “treinar o estudo” diariamente, criar uma rotina de estudo com horários de início e término das atividades. Sempre uso com as meninas esse método e estamos felizes no processo”, completa Diana.

O que também deve ser levado em consideração é que a pandemia mudou a rotina de muitas famílias e, com as crianças, o processo não foi diferente. Sem o apoio dos pais, o processo de adaptação pode ser ainda mais difícil para os pequenos. Para algumas crianças, deixar de ter contato com os amigos e lidar com o distanciamento social é motivo suficiente para não querer continuar com os estudos. E para que todas essas mudanças ocasionadas pela pandemia não fossem tão impactantes para as crianças, alguns pais decidiram permanecer com a mesma rotina e cronograma de estudo que seus filhos tinham com as aulas integralmente presenciais.

Marcela Machado, mãe dos alunos Maria Clara e João Pedro Machado, relata que para acompanhar os filhos no cotidiano escolar, precisou reorganizar suas tarefas e incluir mais essa demanda em sua rotina de atividades.

“Eu tentei tornar o ambiente de casa mais próximo possível do ambiente escolar, para que esse processo fosse menos doloroso. Quando acordavam pela manhã, faziam as mesmas coisas de quando precisavam ir para escola. Iam para o banho, depois tomavam café da manhã, escovavam os dentes, e esperavam a aula. Com exceção do fardamento, tentei manter a mesma rotina que eles tinham na escola, desde o horário de lanche até o comportamento que eles têm enquanto estão em aula”, declara.

A necessidade de adaptação ao novo modelo de ensino que a pandemia ocasionou é um desafio que atinge todos os envolvidos. Sejam os pais, com a modificação dos horários e reorganização de rotina para acompanhar os estudos dos filhos; ou as crianças, por precisarem abrir mão da convivência diária com os amigos. Também é um grande desafio para os educadores, por terem que lidar com um formato de aula que não estavam acostumados e que muitos ainda não tinham tido contato. Portanto, a contribuição dos pais nesse momento difícil é essencial para que a experiência não tenha um impacto negativo na formação pessoal das crianças.

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