Colégio GGE aposta no potencial formativo dos espaços makers

Embora seja um conceito de fácil compreensão, a Cultura Maker ainda pode causar certo estranhamento entre as pessoas que ainda não perceberam como ela está sendo incorporada nos mais diferentes contextos do cotidiano. Para outras, essa extensão da filosofia do famoso conceito “Do it yourself (DIY)”, que em português significa “faça você mesmo”, já se tornou um verdadeiro estilo de vida. A Cultura Maker parte da premissa de que todos podem criar, produzir, modificar e fabricar seus próprios equipamentos, projetos e objetos. Aplicada à educação, torna a metodologia de ensino mais horizontal e colaborativa, fazendo do aluno protagonista de um novo processo de aprendizagem mais interativo, lúdico e aplicável.

O movimento surgiu no final da Segunda Guerra Mundial, quando a falta de recursos humanos e financeiros nas fábricas moveu os estadunidenses a colocarem a mão na massa e lançar o DIY. Anos mais tarde, na década de 70, a criação do computador viria contribuir com essa nova onda que teve, no final do século 20 e início do século 21, dois fatos decisivos: o lançamento da impressora 3D e a primeira revista Make, criada pelo norte-americano Dale Dougherty, dando forma e nome à cultura que ali acabava de surgir. As Maker Faires, feiras dos chamados “fazedores”, também contribuíram com a Cultura que tem como pilares: criatividade, sustentabilidade, colaboração, democratização da informação e o empoderamento tecnológico. Não demorou muito para perceber que a aplicação do conceito poderia revolucionar diferentes áreas.

A proposta atrativa fez surgir no mundo espaços criados especialmente para o estímulo da cultura maker que são denominados de makerspaces ou fablabs. Empresas, startups e instituições de ensino têm despertado para o potencial desses ambientes colaborativos que têm como objetivo incentivar as pessoas a compartilharem conhecimentos, criarem e prototiparem soluções, tornando-as mais autônomas, empáticas e criativas. Os espaços são formados por diversas ferramentas, desde as mais tecnológicas e digitais até as mais simples, como as de marcenaria. No contexto escolar, a ideia se aplica às iniciativas pedagógicas, oferecendo aos estudantes um espaço para o desenvolvimento de ideias, experimentação e autoexpressão.

Em Pernambuco, o Colégio GGE aposta no potencial formativo dos espaços makers e possibilita ao aluno a vivência desses ambientes através da metodologia STEAM, abordagem educacional que utiliza ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática como pontos de acesso para guiar a investigação, o diálogo e o pensamento crítico do estudante. O STEAM acredita que a força de trabalho do futuro está estruturada nesses eixos que fazem com que o indivíduo aprenda a persistir na solução de problemas, envolva-se em aprendizado experimental, seja colaborativo e trabalhe seu processo criativo, preparando-o, sobretudo, para postos de trabalhos que ainda surgirão.

O processo de aprendizado se torna experiencial e ganha um propósito para além do conhecimento visto em sala de aula para que se possa criar a partir dele e pensar em resoluções para os problemas sociais. Nesse processo, o professor recebe um novo papel e atua como facilitador. Os benefícios da metodologia STEAM podem ser percebidos por toda a comunidade escolar com docentes e alunos engajados e conscientes do seu papel social, que criam conexões reais e pensam o mundo para além da instituição.

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