Ensino Médio: Você conhece todas as possibilidades das novas diretrizes?

A partir de 2022, instituições de ensino de todo o país adentram o Novo Ensino Médio, um novo formato para aprendizagem nos anos escolares finais que tem objetivo de oferecer uma grade curricular mais flexível aos alunos. Com isso, o papel das escolas será ainda mais importante – e mais autônomos e protagonistas serão os estudantes.

O Colégio GGE adota o Sistema GGE de Ensino – e para as novas diretrizes contempla a formação geral básica e os itinerários formativos. “O primeiro é o lastro para educação básica do aluno; o segundo, ferramentas para orientar projetos de vida. É onde oferecemos a Trilha Socioemocional e as disciplinas eletivas, que são parte dos eixos estruturantes”, explica o gerente editorial do Sistema, Fellipe Torres. Em tempo, os eixos estruturantes são a investigação científica, os processos criativos, a mediação e interlocução sociocultural e o empreendedorismo.

Fellipe Torres

“O aluno vai estar no centro da vida escolar e terá autonomia em escolher o que estudar dentre essas eletivas. Elas não têm o formato tradicional (aulas + provas), podem ser assíncronas e proporcionam uma autogestão de tempo, de resultados. Atrelado a isso está o projeto de vida que ajuda o aluno a entender de forma ampla que tipo de construção quer fazer, que tipo de cidadão quer se tornar”, completa.

Professor e gestor educacional, Pedro Simas representa a equipe de designers que criou o programa de educação socioemocional que apoia o desenvolvimento do projeto de vida, uma trilha que une alunos, famílias e escola. “Os pais precisam estar a par das carreiras futuras, cientes de quais estão em ascensão. Não é falar de profissão como conhecemos hoje, mas de carreiras, um assunto que vai além porque está mudando. Precisamos contemplar estudantes, pais e equipes. As profissões passarão a ser uma grande área na qual eu posso exercer várias titularidades”, resume Simas.

Pedro Simas

“A Trilha Socioemocional é composta por aulas, livros e formação para a comunidade escolar. Esses livros foram baseados em pesquisas com adolescentes aplicadas em 2017. O conteúdo contempla textos com temas do cotidiano, vídeos curtos, as cápsulas audiovisuais. É proposta a ‘mão na massa’ e tudo é conduzido para as metodologias de aprendizagem baseadas em problemas e em projetos”, explica Simas. As novas tendências de educação colocam o aluno na ponta e formam pessoas criativas.

Eletivas à escolha

Uma “cartela” de disciplinas eletivas é uma das novidades mais interessantes do Ensino Médio a partir das novas diretrizes. Exigência para as escolas, as disciplinas eletivas vão contribuir para a flexibilização proposta, com uma condução formativa que coloca alunos e alunas em protagonismo, dando-lhes oportunidades para fazer escolhas assertivas.

Coordenadora de Projetos Especiais e Eletivas, Silvia Bessa explica que as disciplinas eletivas farão parte da grade curricular. No primeiro semestre de 2022, os alunos poderão escolher: Línguas estrangeiras pelas telas do cinema (que tem o Inglês como principal disciplina, mas também História e outras áreas de conhecimento como Cinema, Jornalismo e Letras); Faz um PIX (sobre educação financeira, que contempla a matemática, além de conhecimentos de Administração e Economia, entre outras); O cérebro e suas emoções (unindo Biologia, Sociologia e Língua Portuguesa); e Direitos Humanos.

Silvia Bessa

“O Projeto de Eletivas do Sistema GGE desafia o aluno para uma aprendizagem baseada na experimentação e na investigação de temas inovadores e contemporâneos. As Eletivas ampliam o protagonismo dos estudantes, à medida que lhes dão direito de escolha e atendem ao interesse de cada um. O Sistema GGE tem sido ousado ao oferecer um leque variado e atrativo de opções pedagógicas, intercambiando práticas entre especialistas e jovens para a preparação do currículo visando o futuro profissional. Este conjunto de conteúdos irá enriquecer o conhecimento cultural, os valores e as habilidades e aprofundar debates, promovendo vivências e antecipando reflexões que servirão para uma jornada inteira de vida”, diz Silvia Bessa.

Chegada do Novo Ensino Médio

Foi a Lei n° 13.415/2017 que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e instituiu o Novo Ensino Médio. O formato renovado começa a ser aplicado em instituições públicas e privadas a partir do ano que vem, inicialmente para as turmas de 1° ano, e chegará às demais até 2024. O formato amplia a carga anual para uma máxima de 1800 horas, com somatório de, no mínimo, 3 mil horas para o ciclo completo.

Na prática, ele amplia o tempo mínimo do estudante na escola de 800 horas para 1.000 horas anuais e traz uma nova organização curricular, mais flexível, que contemple uma Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a oferta de diferentes possibilidades de escolhas aos estudantes.

Fonte: NE10

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